Welcome To Dangerous Friendship


Bem Vindos ao Blog-Site da história Perigosa Amizade.
Aqui estão postados os capítulos da primeira e segunda temporada da história. Você pode achar o link dos capítulos diretamente no site www.perigosaamizade.webnode.com/ ou aqui, na fileira de capítulos abaixo do perfil do blog.
Não comece a ler pela última postagem abaixo se não for o capítulo 01x 01 Amigas Para Sempre - pois provavelmente será o último capítulo postado por nós, então, se você não acompanha a história, saberá de fatos adiantados.
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Obrigada pela atenção, pessoal. E boa leitura. Espero que acompanhem Perigosa Amizade até o fim, por que enquanto houver leitores haverá história.

Com carinho, Gizella, escritora.



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Capítulo - 01x 06

UMA NOVA ROXY

Quando quem se ama te vê apenas como uma simples amiga é muito difícil fazer ele te ver como a garota que você é. E são nessas horas que algumas mudanças precisam ser feitas. Mas cuidado. Você pode acabar se perdendo nas próprias mudanças.

Roxy saiu do banheiro e foi para seu quarto. Abriu o guarda-roupa e jogou todas suas roupas em cima da cama, largando o espaço, cabides e gavetas, vazios. Após isso, abaixou-se e apanhou seus sapatos, os separando por classes: como sandálias, tênis e botas. Levantou-se, prendeu os cabelos e olhou a sua volta. Seu quarto estava uma tremenda bagunça - roupas e objetos jogados na cama, no chão, na janela. E mesmo cansada, Roxy foi persistente a organizar seus pertences conforme queria.
- Vamos começar! – ela voou as mãos para a cintura, suspirando cheia de força de vontade.

No colégio, a sirene da última aula havia tocado há muito tempo, e com as salas dos primeiros anos dispensadas mais cedo, o professor Rufles havia conseguido um tempo extra para corrigir e dar nota aos exercícios passados no dia anterior para os alunos do 1ª A - a classe de Missy e Roxy.
Rufles era um homem solitário. Era comum pegá-lo falando sozinho e, na maioria das vezes, ele gostava dessa solidão. Gostava de interagir sozinho, aparentemente centrado e correto.
Na mesma hora em que terminou de corrigir o último exercício, alguém abriu a porta atrás dele. Concentrado na revisão da nota dada a cada aluno, e esperando que fosse algum dos empregados ou professores do colégio, Rufles não deu a mínima importância para quem adentrava a sala.
Ele continuou sentado na mesa dos professores, passando as notas dos exercícios para sua pasta.
Ao ouvir um barulho de salto-alto estalando no chão da sala e risadinhas petulantes ao fundo, Rufles se virou, tomando um susto ao ver quem era: -Angélica?!
- Shsss! – Geri grudou seu dedo indicador aos volumosos lábios contraídos, implorando por silêncio.
- O que você faz aqui? – Começou Rufles, com o sermão.
A ruiva quase tropeçou no próprio salto ao se apressar para tapar a boca dele: – Será que você não consegue ser um professor legal nem mesmo fora da sala de aula? – Indagou com rebeldia.
Geri passou um olhar - rápido e breve - nos papéis espalhados na comprida mesa de mármore dos professores, dando de cara com seu próprio exercício estendido nela: – Nossa! Esse exercício é o meu – estalou livrando a boca do professor e apanhando uma das folhas em cima da mesa – Você me deu um zero? Um zero?! – enfatizou, encarando-o horrorizada após ver sua nota. – Isso é inacreditável!
- Sinto muito se esperava por um dez – lamentou o professor, pouco ligando para os reboliços da aluna – Agora vamos, saía daqui! – ordenou alterado enquanto levantava da cadeira e juntava todos os papéis, os enfiando em sua pasta de trabalho. - Você sabia que é proibida a entrada de alunos nesta sala?
- E das alunas?
- Essa regra serve para ambos. Você entendeu! – furioso, Rufles fixou um lacônico olhar em Geri e arrancou a folha do exercício das mãos dela.
- Mas até as alunas com dificuldades? – Geri o empurrou de volta pra cadeira e voou desenvolta para o colo dele.
Angélica cruzou as pernas. Ela usava uma saia curta - que agora dava a impressão de ter encurtado nas coxas grossas da menina. Rufles inevitavelmente desceu os olhos para as pernas da jovem.
- Como você viu, sou péssima em matemática – acrescentou com uma voz frágil, porém, impiedosa, Geri mordeu com a ponta dos dentes os lábios carnudos de sua boca contornada por batom e deslizou uma das mãos pelo cabelo ajeitadinho de Rufles, tirando o penteado certinho e acabando com aquele ar de professor na cara dele.
- Vo-você tem mu-muita dificul-dificuldade? – por pouco o professor não gaguejou por completo. Ele era homem, era difícil relevar as muitas provocações da aluna.
- Muita dificuldade... – sussurrou, baixando os olhos para a boca de Rufles e a mão disponível para o zíper da calça jeans dele. Ela o abaixou: – Você pode me ajudar? – perguntou voltando os olhos para o rosto sem expressão do professor.
Geri mordeu mais uma vez os lábios e tirou, com cuidado, os óculos de grau que Rufles costumava usar.
Ele sentiu um arrepio na espinha e um calor esquentar-lhe a pele. No entanto, consciente, sabia que não podia passar daquilo. Não mesmo!
Rufles repentinamente empurrou Geri, que tombou no chão: - Ai! – exclamou a garota.
- Não. Não posso te ajudar. Procure um professor particular! – sugeriu ele, arrancando seus óculos das mãos dela.
Rufles pegou sua pasta e se levantou abruptamente da cadeira: – E apague a luz quando sair! – gritou já do lado de fora da sala.
Geri suspirou irritada e ajeitou sua roupa após se por de pé. Ela caminhou até a porta e apagou a luz, assim como o outro havia pedido.
- Ah, professor... Você já é meu, só não sabe disso ainda – disse, sorrindo para o corredor vazio da diretoria.
Em seguida a ruiva foi embora. Ser pega na sala dos professores seria péssimo e poderia render a jovem um dia de suspensão ou uma advertência caprichada.

Entrando em seu carro e batendo a porta com acidez – soando um estampido ao fechá-la – o professor respirou fundo e tirou seus óculos, esfregando os dedos nos olhos.
- Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus – Ele ligou o carro e deu partida, deixando imediatamente o colégio.

Mais uma tarde se passava. O sol se pôs deixando vir a tona à noite. Já era quase meia-noite, o dia se acabava. Mas menos para Roxy, que continuava com suas arrumações no quarto.
- Essa blusa não ficou legal – comentou a roqueira, sacudindo a cabeça de pé em frente ao espelho pendurado na parede de seu quarto.
Ao tirar a blusa, ela a jogou em uma pilha de roupas que havia no corredor fora de seu dormitório. Aquelas roupas ela doaria para alguma instituição de caridade, a roqueira não iria mais usá-las.
Roxy pegou uma calça jogada no chão e a vestiu.
- Perfeito! Mas... – arrastou a voz enquanto se virava para procurar a tesoura.
Tanto vasculhou que acabou achando, e sem pensar duas vezes, ela se pôs a cortar a calça – ainda vestida em seu corpo. Fez dessa mesma um short desfiado: - Pronto. Agora sim está perfeito! – sorriu caprichosa.
A seguir a jovem guardou suas meias arrastões, xadrez e as mais diversificadas, das quais não viveria sem, e separou seus melhores sapatos, dando uma renovada no armário. Depois de um tempo, e já exausta e com sono, Roxy olhou no relógio posto na cabeceira da cama.
- Caramba, que tarde! – assustou-se ao ver as horas. - Ah, mas ainda falta uma coisinha – ela correu pela casa com a tesoura em mãos.
Roxy seguiu para o banheiro e, de cara com o espelho e os olhos cheios de lágrimas, ela começou a cortar o cabelo, desfiando-o na frente e criando varias camadas na parte longa detrás.
Só não entendia o porquê das lágrimas em seus olhos, não doía cortar o cabelo.
Provavelmente não havia se adaptado as próprias mudanças ou não queria ter de fazê-las.
- Pronto. Acho que agora posso dar o toque final – Foi aí que Roxy abriu o armarinho abaixo da pia e retirou dele uma caixinha pequena. Nem ela sabia ao certo o que faria com aquela caixinha.

As coisas no colégio continuavam as mesmas: Derick impaciente por causa de Roxy, Missy e Sean se conhecendo e Geri tentando tirar uma casquinha do novo professor de matemática.
Sete dias depois - na segunda-feira da semana seguinte - a segunda semana de aulas começava e, atrasado para o colégio, Sean saía as pressas de casa. Ele fechou a porta da casa e ao virar pro portão, se deparou com alguém. Alguém familiar, mas irreconhecível.
- Uau! – exclamou estupefato.
- Oi, Sean.
De pé diante a casa do garoto, estava Roxy - uma nova Roxy!
- Quem é você? – quis saber Sean, enquanto sorria e atravessava o portão, o encostando após deixar a casa. - O que aconteceu com você? É mesmo a Roxy? A criança? – continuou com as perguntas. Sean não conseguia tirar os olhos dela.
E a garota riu, modesta.
Roxy nitidamente havia mudado. Enfim ela havia feito luzes no cabelo, iluminando o castanho claro de seus fios e deixando uma mistura da cor natural com a parte comprida das pontas tingidas de preto, um preto azulado e reluzente. Estava bem maquiada - seus olhos azuis agora se destacavam graças a pintura preta ao redor dos olhos. E sua roupa era totalmente diferente das que costumava vestir. Ela usava uma short jeans de cor clara, desgasto e desfiado, com pequeninos detalhes brancos e rabiscos confusos visivelmente feitos por uma canetinha preta.
Para cobrir as pernas Roxy usou uma legging junto a um tênis all star – ambos de cor preta, combinando com a blusinha de manga longa, de cor fria, que usava por debaixo da camiseta branca do colégio.
Roxy jamais sairia do estilo que tanto amava – rockers – mas também nunca haveria de usar peças tão femininas quanto usava agora.
Com toda certeza Roxy havia se recriado, e não só visualmente. A expressão de seu rosto exprimia sentimentos diferentes dos antigos. Nada de depressão, nada de revolta, mas felicidade com um toque de ousadia que sempre lhe faltara.
Uma mudança boa. Roxy estava verdadeiramente linda. E o melhor, sem perder sua essência incomum das outras garotas.

Ao perceber o olhar admirado do amigo, ela girou nos calcanhares, passando a mão nos cabelos e esbanjando beleza.
Depois de ter seu minuto “Gisele Bündchen”, Roxy parou e sorriu para Sean.
Eles não tinham muito tempo. Estavam atrasados para a aula e Roxy definitivamente não queria chegar depois que todos estivessem em suas salas. Era o grande dia dela. O dia de chamar atenção. O dia de ser popular.
Nem que fosse por apenas um dia.
- É, acho que sou eu mesma – ela ainda sorria.
- Bom, você está diferente. Mas acho que já sabe disso – comentou Sean, sempre fazendo piadinhas.
- Sean, eu queria te pedir um favor - Roxy desmanchou o sorriso em seu rosto.
- Nossa. E eu aqui pensando que você sentiu saudades e veio me ver – brincou o garoto, com uma superficial revolta.
- Não. É sério, seu idiota!
Sean a lançou um olhar desconfiado: - Qual favor?
A garota sorriu mordendo o lábio, justamente o que Sean temia que ela fizesse.
- Isso vai dar merda – previa ele. – Mas fala o que você quer, estou curioso. Ah, e é melhor a gente se apressar, estamos atrasados...
Roxy o cortou:- Falarei o favor assim que você parar de olhar pras minhas pernas.
Seu pervertido! – Ela riu, deixando-o sem graça.
- Eu nem tava olhando. Que isso! Eu não faço essas coisas, que absurdo! – defendeu-se com uma falsa indignação.
- Sei, sei – Roxy apertou os olhos.
- Sabe, sabe.
- Bem, então... – Roxy fez uma pausa. Ela parecia uma criança pidona olhando para Sean com aquele biquinho formado nos lábios e o olhar mais inocente do que o de um bebê. Sean riu.
- Eu queria que você chegasse junto comigo no colégio... Assim, de mãos dadas... Entende? – pediu, envergonhada.
- Hm... – murmurou, franzindo o cenho.
- Por favor, Sean! – suplicou de mãos juntas.
- Ah, firmeza. Mas porque isso?
- Por que você agora é o meu escravo e tem que fazer o que eu mando! É óbvio isso - Roxy disse com autoridade, andando em volta do colega parado ao lado dela. Sean era mais alto do que ela e a roqueira tinha de inclinar, um pouco, a cabeça para olhá-lo nos olhos. E foi o que ela fez enquanto saltitava ao redor do amigo.
- Escravo? – Sean arqueou uma sobrancelha, acompanhando com o olhar para onde Roxy ia.
- Ééé. Meu súdito, sacas? – debochava rindo.
A primeira pausa que a menina deu para conversar, Sean aproveitou para se abaixar e a pegar pelas pernas.
Só se ouviu um pequeno gritinho escapar pela boca de Roxy.
Ele colocou Roxy, de ponta cabeça, nas costas e a girou, deixando a menina zonza.
- Seaaaaaaaaaaan! Me larga! Você é doido?! Me coloca no chão, agora! – estrilava Roxy, batendo com as mãos fechadas nas costas do garoto.
Sean riu e a colocou de volta a calçada.
- Que medrosa... tsc.
Roxy levou aquele “medrosa” como uma provocação e, assim que tirou o cabelo bagunçado da frente do rosto, pulou nas costas do amigo, aproveitando-se da força dele para carregá-la.
– PQP! Que gorda – Sean grudou as mãos nas pernas dela, afundando os dedos na pele frágil desta mesm.
- PQP? – Roxy franziu a testa, encostando a cabeça no ombro do outro e deixando os cabelos caírem para o lado, podendo assim visualizar o rosto do amigo.
- É. Puta que... Você sabe – explicou.
- Ahhhhh – Roxy sorriu. Agora havia entendido. Ela desencostou a cabeça do ombro dele e reagiu as ofensas: - E não sou gorda, firmeza? Eu até queria ser, ok – disse com prepotência, apertando a lateral da cintura de Sean.
- Calma! – Ele riu, encolhendo o corpo. - Tava brincando, ow!
- Não gosto de brincadeiras – disse séria.
- Ah, é? – Sean cambaleou, dando a entender que a deixaria cair ao chão.
Roxy gritou, apavorada.
- Seaaaaaaaaaaan! – ela se agarrou no pescoço dele.
Sean gargalhou e Roxy o deu um tabefe no braço.
- Não teve graça! – estrilou. - Besta!Besta! Besta!
Roxy livrou suas pernas das mãos dele e voltou ao chão firme.
Ela arrumou o cabelo, e parou de pé a direita do garoto, encarando-o. Ele ainda gargalhava.
- Então, vai fazer o favor ou tá difícil? – Indagou com a voz dura.
- Firmeza, eu chego com você lá. Mas ainda não entendi o por que... – Roxy cortou o assunto: - Não é pra entender mesmo – disse sorridente. – Obrigado.
- Obrigado? – Sean estranhou.
- É! Apenas obrigado - Roxy entrelaçou sua mão na dele. - Vamos? – ela o puxou.

E já no colégio, ao pátio, Derick mais uma vez interrogava Missy.
- Missy, eu não entendi o que você disse semana passada. Como assim eu vejo a Roxy apenas como uma simples amiga? - perguntava ele, confuso.
- Tipo, às vezes ela pode não querer ser apenas sua amiga, entendeu, cabeça oca? – Missy respondeu complacente, batucando duas vezes na cabeça do amigo, dando a entender que lá dentro era vazio.
- Acho que entendi. Mas também, como poderia ver ela como outra coisa? Ela parece um menino! – Derick riu, sozinho.
Missy o olhou, seria e rígida.
Não gostava que falassem assim de sua melhor amiga, por mais que ela concordasse com ele.
- Tá, foi mal – desculpou-se Derick ao receber o olhar reprovador da outra. - Mas que parece.... Parece! – ele riu de novo, mas as risadinhas dessa vez não duraram muito.
- É mesmo? Eu não acho! – Missy olhou indiscretamente para o portão de entrada do colégio.
- Ahn? – Derick olhou por cima dos ombros para a mesma direção que a outra.
E lá estavam Roxy e Sean, chegando juntos ao colégio, inclusive de mão dadas, como a roqueira havia o pedido.
- Aquela é a Roxy? – Derick não conseguia acreditar.
- E o Sean... – acrescentou Missy, em voz baixa.
A pequena saiu correndo sentido contrário ao do portão de entrada, deixando Derick, mais uma vez, falar sozinho. Ela também não queria acreditar no que acabara de ver.

Enquanto isso, sempre por perto, Molly e Ping fuxicavam a vida alheia e conversavam sobre a vida fabulosa de Ping.
- Molly, é como eu te digo sempre, as pessoas não conseguem ser iguais a mim. É muito difícil ser popular e estar sempre linda. Muito mesmo – dizia Ping, até ser interrompida.
- Ping, aquela é a Roxy? – Perguntou Molly.
- Onde?
Molly apontou com o dedo pra entrada do colégio: - Ali! Chegando junto com o loirinho da nossa sala.
- O quê?! Não posso acreditar! Não consigo acreditar! Parece que a patinha feia virou Cinderela e ainda está com o meu Sean, o meu príncipe – enfureceu-se Ping.
- Ela está muito bonita - comentou Molly, inocentemente.
- Ah, cala a boca!
Ping foi para a sala, e Molly – sua seguidora - foi atrás.
Nisso, Geri, que passeava pelos arredores do colégio, elogiou o novo visual da colega de classe: - Arrasou, menina!
- Valeu – Roxy estava tão envergonhada. Nem ela mesma sabia que sentiria vergonha de estar finalmente como sempre quisera – ocupando um lugar conceituado na atenção dos colegas.
- Sabe você está assim... Digo – dizia Sean, procurando a palavra certa para falar.
- Linda? – Roxy tentou ajudá-lo.
- Nada contra, mas você pode deixar eu mesmo terminar as minhas frases? Obrigado – retrucou, gentilmente. - E sim, você está linda, e convencida também, eu diria.
Roxy riu, era legal a forma como Sean falava.
- Mas se continuar com essa cara de franga envergonhada vai perder a beleza – concluiu o baterista.
- Franga envergonhada? Ei! Olha o respeito! – Roxy deu-lhe um tapa no ombro.
- Ow! Você só me bate! – resmungou.
Roxy deu de ombros e sorriu. Ela tinha acabado de dar o seu primeiro passo entre muitos outros rumo a uma nova vida.
Observou nervosa todos a olharem – da cabeça aos pés - e percebeu que não era só para ela que olhavam, mas também para Sean.
Ela olhou para o amigo sem que ele notasse, e reparou num fator importantíssimo do qual não havia dado importância antes. Roxy não havia reparado no quanto Sean era bonito e disputado pelas menininhas da escola.
Ela apertou a mão nele entrelaçada a sua. Roxy sentiu orgulho de estar ao lado de Sean.
- Parece que você é popular, Sean. Tem um monte de garotas olhando pra você – comentou.
- A gente faz o que pode, né - Sean abriu um sorriso modesto.
- Ah, se achou o gostosão agora!
- Melhor eu ir... – disse Sean ao ver Derick caminhar com cautela até eles. - Parece que tem alguém querendo falar com você.
Roxy, que sorria abertamente, fechou a cara.
Derick se aproximou e encarou Sean, sem receio algum. Ele o tinha como um rival sem ao menos conhecê-lo - o que Sean julgava bastante infantil da parte de Derick.
Roxy sabia que seria constrangedor se Sean ficasse por perto, mas mesmo assim insistiu para ele não sair, segurando forte na mão dele.
- Depois a gente se fala, Roxy - Sean recusou o pedido da amiga, soltando sua mão da dela e deixando-os a sós.
Assim que Sean tomou uma distância considerável, Derick desviou os olhos para Roxy. Ele estava tão impressionado com a mudança dela quanto qualquer outra pessoa no colégio.
- Você está incrível – a elogiou sem maneirar nas palavras.
- Obrigada – Roxy agradeceu, apenas sendo simpática.
Não queria falar com Derick.
- Mas, e quanto a ele? – perguntou indiretamente apontando com a cabeça para Sean.
- Digamos que é um novo amigo - respondeu ela, fazendo um mistério.
- Eu não gosto dele – disse Derick, como se os sentimentos dele quanto a Sean fossem importantes.
- Hum – murmurou a garota.
- Mas então, você mudou. Está diferente, está loira? Loira e preta? – brincou, olhando para as mechas pretas nas pontas do cabelo de Roxy - Sei lá o que você está - Derick riu.
- Sério? Nem reparei – fora irônica.
- Mas eu reparei! – disse áspero.
Derick estava acostumado com a ignorância da amiga, embora ele não soubesse que dessa vez ela fosse realmente outra pessoa e, conseqüentemente, menos afável com ele.
- E parece que o colégio inteiro também reparou na sua mudança – acrescentou, deslocando o olhar para todos que fitavam o casal.
- Não é? – Roxy não tinha interesse em saber quem reparava ou não nela - Acho melhor eu ir, Derick. Porque parece que tem uma bichenta brava porque eu tô falando com você - ela encarou Ping, abrindo um sorrisinho falso para a loira.
Derick seguiu com os olhos para onde Roxy olhava. Ao se deparar com Ping olhando para os dois, ele declarou: - Tá falando da Ping? Eu e ela não temos nada. Não gosto dela como eu achava que gostava.
- Hm... Legal. Mas mesmo assim, é melhor eu ir. E, sinceramente, sinto muito por você e a Ping – disse, não escondendo o rancor em sua voz.
Roxy deu um beijo na bochecha do garoto e saiu, desviando de Derick e seguindo para a sala..
Ela deixou Derick plantado na rampa do colégio que subia para o pátio.
Antes de entrar no corredor dos primeiros anos, Roxy passou ao lado de Ping - o olhar desta última exprimia pura inveja.
Roxy tentou ser simpática, mandando um “tchauzinho” para a colega. Ping cerrou os olhos, ruborizada de raiva.
Depois que Roxy se misturou entre os demais alunos, Derick percebeu que não fora só no visual que a amiga havia mudado, mas, também, com ele.
Roxy o tratava pior do que antes. Isso era óbvio até para um estranho.



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Um comentário:

Anônimo disse...

ameei! tá perfeita a historia
Issoo aê roxy!